quarta-feira, 21 de julho de 2010

HISTORIAL

HISTORIAL DO BOAVISTA FUTEBOL CLUBE
   
Em 1 de Agosto de 1903, um grupo de ingleses e portugueses, mestres e técnicos da fábrica Graham, começaram a chutar uma bola, num terreno da Mazorra, hoje chamado Ciríaco Cardoso.
O terreno era demasiado pequeno para o jogo, mas não era possível alargá-lo mais.  

Passado algum tempo mudaram-se para a rua Fonte Arcada, próximo do Bessa. Foi a partir deste momento que começou o verdadeiro entusiasmo pelo jogo da bola, que os ingleses trouxeram de Inglaterra.

Forma-se então, um grupo de entusiastas, composto entre outros, por Harry, Chico Bastos, John Jones, Joaquim Ferreira, Manuel Ribeiro, Ângelo Seixas, Ricardo Costa, Frank Jess, Robinson, Holroyd e F. Brindle. Estes, juntamente com outros empregados da fábrica Graham, uniram-se e arrendaram um terreno no Bessa pertencente ao Sr. António Mascarenhas, o qual hoje é designado por Estádio do Bessa. É então formada uma Direcção composta por ingleses e três portugueses, que eram: Pedro Brito, Maximiano Pereira e João Fernandes. Constituída esta Direcção, organizavam-se vários desafios de "Foot Ball".
Estava fundado o BOAVISTA FOOTBALLERS.

No início de 1905, era já bastante grande o número de sócios ingleses e portugueses, que constituiam o BOAVISTA FOOTBALLERS. Foi nessa Direcção, por parte da fábrica Graham, resolvido não jogar aos domingos, do que resultaram várias desavenças. Os ingleses, como sucede ainda hoje no seu país, não estavam dispostos a realizar os jogos aos domingos, contrariando assim os desejos dos portugueses que pretendiam jogos nesses dias.

Numa disputada Assembleia Geral, em 30 de Abril de 1909, reuniram-se todos os sócios para resolver a situação. Procedeu-se então à votação: jogos aos domingos ou jogos aos sábados. Venceram os votantes dos jogos aos domingos. Em face deste resultado, a Direcção inglesa (Graham) desistiu do campo do Bessa ficando a vigorar uma nova Direcção constituída por Pedro Brito, João Fernandes, Domingos Rodrigues, Maximiano Pereira e um senhor de apelido Faria, resultando assim, o BOAVISTA FUTEBOL CLUBE. Deste modo, com a saída dos ingleses, teve de ser feito novo contrato com o proprietário do terreno de jogos, Sr. António Mascarenhas, no qual assim ficou na história como primeiro Presidente da Direcção do Clube.

A sequência dos equipamentos utilizados foi:
1.º Camisa preta e calção branco.
2.º Camisa às riscas verticais pretas e brancas e calção preto.
3.º Camisa azul, vermelho e branco e calção preto.
4.º Camisa xadrez, calção preto e meia branca.

O equipamento axadrezado apareceu quando Artur Oliveira Valença, presidente na altura, proprietário do jornal desportivo "Sports" e promotor de espectáculos desportivos, numa ida a França, observou uma equipa de futebol a jogar a jogar com camisola xadrez. Como a mesma respondia às cores preto e branco do Boavista, decidiu fazer a sua introdução no clube como o seu Equipamento oficial, que se mantém até hoje.

Quanto às instalações, só uns anos depois se viram realizadas as maiores aspirações do Clube, com a inauguração das suas instalações desportivas em local próprio. Em 11 de Abril de 1910, foi inaugurado o campo do Boavista, ao Bessa.

A evolução do símbolo do Boavista passa por um escudo, rectangular, cujo campo é formado por treze quadrados pretos e doze brancos, dispostos em xadrez, encimado por uma faixa, de cor preta com as iniciais B.F.C., em branco, e uma coroa doirada, igual à que era usada no antigo brasão da Cidade. O escudo significa a muralha contra a qual se quebram o ímpeto e a valentia dos adversários, e a coroa o compromisso de bem honrar esta "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto".


Presidiu ao festival o ilustre comandante da Guarda Municipal. O Porto elegante desse tempo, compareceu no Bessa, pelo desejo de assistir pela primeira vez a um jogo de futebol. A colónia inglesa representada em elevado número juntou-se aos seus amigos portugueses do Boavista. Para início da grande festa, apresentaram-se em campo as equipas do Boavista e do Leixões. Deu o pontapé de saída o Sr. António da Costa Mascarenhas, proprietário e presidente do campo inaugurado. Assistiram ao encontro cerca de duas mil pessoas, considerado na altura número de presenças recorde. O resultado seria um empate a três bolas. Integrado neste programa, realizaram-se ainda várias provas de atletismo e, à noite, num hotel, foi servido o banquete.

É pois, o Boavista Futebol Clube, o mais antigo clube português de futebol, podendo afirmar-se que foi o primeiro clube português a introduzir o profissionalismo, em Janeiro de 1933. Mas a revolução que o facto produziu então no panorama do futebol português, com o clube "axadrezado" a derrotar todos os adversários, como o Benfica e o Sporting, provocou o fim da inovação. Com efeito, em face da sua inferioridade, os outros clubes decidiram boicotar o Boavista, alegando que não podiam jogar contra profissionais. O Boavista, afastado das suas competições oficiais, sem adversários para defrontar, teve de regressar ao amadorismo.

A zona da Boavista era, no princípio deste século, a favorita dos ingleses que viviam no Porto. Ali tinham (e ainda existe) o Oporto Cricket and Lawn Tennis Club, no qual praticavam desporto. Durante muitos anos o campo do Bessa foi considerado o mais importante do norte do país, nele se disputando, em 1922, a final do Campeonato de Portugal, em que o F. C. Porto derrotou o Sporting C. P.

Alguns atletas de prestígio passaram pelo clube ao longo da sua história: nomes como Mota, Maximiano Pereira, Mota II, Mário Cardoso, Azevedo, José Fernandes, Navarro, Chansola, Norberto, Reis, Albino, Luzia, Casoto, Dr. Franklim, Nunes, Dr. Óscar de Carvalho, Serafim Baptista, Bernardo Caiado, João Alves, João Pinto e muitos outros.

Em 1972, o Estádio sofre uma profunda remodelação, com o arrelvamento e construção de novas bancadas, que proporcionaram melhores condições, num projecto que envolveu muitos dos seus destacados e carismáticos dirigentes de então, onde já perfilavam o actual Presidente da Assembleia Geral, Sr. Olímpio Magalhães, e o Presidente Honorário, Major Valentim Loureiro.

O Boavista Futebol Clube iniciou a construção do "Estádio do Bessa Séc XXI" em Junho de 1998, com capacidade para cerca de 30.000 espectadores. O novo estádio foi projectado para ficar concluído no ano do Centenário do clube e foi palco de vários jogos do Euro 2004.

O Boavista Futebol Clube, clube ecléctico com 16 modalidades em actividade, e com cerca de 24.000 associados, é hoje um pólo gerador de desporto, de e para todos, independentemente da idade, sexo, raça ou religião.

Departamento de Relações Públicas e Marketing (Dez. 98)


O VOLEIBOL NO BOAVISTA FUTEBOL CLUBE

Foi no ano de 1982 que o Sr. Hernâni Ascensão, na época vice-presidente para as Actividades Amadoras, e o Sr. Alcídio Fonseca formaram o Departamento de Voleibol no nosso clube. Em homenagem e agradecimento a quem trabalhou em prol do departamento, aqui deixamos os nomes de outros grandes Boavisteiros que colaboraram com o seu esforço e dedicação pelo clube.

Fundadores:
Hernâni Ascensão
Alcídio Fonseca

Vice-Presidentes:
Hernâni Ascensão
Tavares Rijo
Mendes Carvalho
Paulo Garcês
António Marques (adjunto)

Directores:
Alcídio Fonseca
Carlos Martins
Agostinho Santos
Álvaro de Sousa

Colaboradores:
Raúl Manuel
António Moreira
Manuel Amaral
Domingos Pereira
Mário Pimenta
Manuel Almeida
Braga Barros
Ana Paula Correia
José Oliveira


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